CONHEÇA A ESCOLA ESTUFA LUCY MONTORO
- forumfdc
- Feb 4, 2022
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Updated: May 20, 2022
Hortas comunitárias tem como missão produzir alimentos orgânicos, através do trabalho voluntário de uma determinada comunidade.
Elas podem ser introduzidas ao público em áreas públicas, dentro de cidades, ou dentro de condomínios, desde que sejam compartilhadas com mais pessoas.
Em um momento em que as pessoas estão buscando uma alimentação mais saudável, sem agrotóxicos e mais acessível, a cidade de São Paulo tem espaço para hortas que alimentariam 120 milhões de pessoas que sofrem com insegurança alimentar e que gerariam quase 200 mil empregos.
A Escola Estufa Lucy Montoro, dentro do Parque Ceret, foi uma das ideias da gestão de Gilberto Kassab, enquanto prefeito da cidade. A escola nasceu com o objetivo de ser um espaço de educação, cultura e organização para promover o espírito comunitário, difundindo o plantio de mudas de árvores e plantas nativas, paisagens e demais atividades agrícolas, além de toda uma interação com o meio ambiente, através do ensino de técnicas de cultivo de hortaliças e demais plantas.
O engenheiro agrônomo, Luciano Brusserone, responsável pela Escola Estufa Lucy Montoro,explicou sobre como as atividades da escola impactamo meio ambiente e a sociedade em geral.
“A escola existe no Parque Ceret desde 2012 e foi um projeto de Gilberto Kassab. A intenção dela é implementar a alimentação saudável e oferecer cursos para pessoas de baixa renda aprenderem a cultivar e também para os moradores da região aprenderem a ter uma horta em casa, entender melhor sobre compostagem e minhocário e também um melhor aproveitamento dos resíduos da cozinha.
Luciano explica que explica que é um projeto voltado para a alimentação saudável tanto para a criança quanto para o adulto, com a intenção fazer a redução de resíduos orgânicos. As verduras depois de colhidas, tem um destino certo:
“As verduras fazem parte da alimentação dos funcionários. Temos três equipesno setor de áreas verdes: segurança, limpeza, manutenção da piscina e na época da colheita, esses alimentosvão para essas pessoas”
Na pandemia do COVID-19, a insegurança alimentar se tornou um grande problema.Em São Paulo, o número de famílias que sofrem com a fome, aumentou em mais de 50%.
Luciano explica que a estufa ajuda como pode
“A estufa ajuda na conscientização e como ela pode aproveitar os resíduos. Uma salsinha, por exemplo: come-sea parte verde e a raiz se planta em um vaso e nasce novamente.
Cebolinha, alface… a pessoa pode aprender a cultivar e ajudar na alimentação. As verduras estão muito caras e poder cultivar a própriaver dura, dá para economizar muito”.
Devido aos protocolos sanitários adotados pelos profissionais de Saúde, as aulas ainda estão suspensas, mas a escola já está com planos de voltar às aulas, assim que possível.E, Luciano, informa que a agroecologia é o futuro.
“A preservação da natureza, dos parques e da cidade é o futuro. A educação da criança é importante para a preservação do meio-ambiente, futuramente. Se for assim, cada dia vamos melhorar mais”,conclui.
Em um passado não tão distante, a cidade de São Paulo tinha 32 escolas-estufas e a do CERET conseguiu se manter, mesmo durante a pandemia. A escola está mirando em 2025, quando o Parque Ceret completará 50 anos de existência e estão montando equipes para fazer novos plantios de flores, árvores e fazer uma grande manutenção do espaço.
Reportagem: Caroline Rossetto
Este projeto foi realizado com o apoio da 5ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária para a Cidade de São Paulo

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